19 de set de 2014

Menina de Ferro (...)



Ela quis parar e seguir só. Trilhar caminhos seus, e não mais arriscar seu afeto.
Desde aquele quarto adeus, já não queria escrever uma nova história de amor.
Quis jogar a caneta no lixo, e ser feita de ferro.

"Nunca se sabe onde vamos parar. 
Dizer "nunca" a um destino tão incerto, é o mesmo que não dizer nada."

Ela se vestiu em uma armadura, no anseio de paz.
Conseguiu até o dia em que seu mundo parou pela quinta vez.
Lugar comum, um sentimento incomum.
De novo, sentia suas mãos gelarem, e sua face clara ficando vermelha.
Ele lhe deu um sorriso, e a olhou nos olhos ternamente naquele corredor de escola.

"- O que há com você garota? Depois de tanto sofrimento, deixar-se apaixonar mais uma vez? - Indagava a mente dela. Pobre razão, que acha que manda no coração."

Depois daquele momento, ele já não saia mais de sua cabeça.
Aqueles velhos planos já se desfizeram a essa altura.
Os tais caminhos eram em direção aquele moço,
Que todos os dias, lhe encantava com seu jeito manso de falar, de lhe abraçar.
Abraço esse, que certa vez, antecedeu um beijo que a fez esquecer do mundo.

"Sempre vão existir muitos começos depois dos finais."

Caminhando com ele, voltou a sorrir.
Revestiu-se mais uma vez de amor.
Ela resgatou a tal caneta, e novamente, começou a escrever:

"Mesmo caindo tantas vezes, é possível aprender a levantar.
E por mais que você tenha medo de cair de novo, lá vem a vida lhe provar que isso é bobagem.
Não somos feitos de pedra. Eu quis ser, mas meu coração não.
E com certeza todo mundo já deve ter quebrado a cara nessa vida, e se ainda não se recompôs, é normal. Cada um aprende o que se deve saber, em seu tempo.
O meu está sendo agora, amando outra vez. E pode ser que daqui a alguns anos, eu esteja de novo no chão, mas prometo aqui, que não mais eu direi nunca."

Guardou a folha em sua gaveta, e foi viver intensamente e feliz...





10 de set de 2014

Reticências (...)



A gente tenta,
A gente inventa,
Reinventa.
O amor inquieto no peito,
Não se contenta com ilusões.

Tempo vem, vai.
Dia passa e deixa pistas.
Noite cai, e a saudade só aumenta.
A gente sabe mas não quer entender.
A gente finge que não sofre.
A gente chora por sofrer, por querer.

Horas, são contadas pra se ver logo.
Mãos gelam, corpo treme, mesmo não sendo mais seu.
Eu sei que é assim.
A gente acha uma droga,
A gente quer sumir.

Não se põe um ponto final tão repente, em algo tão forte.
Sempre vão existir três pontinhos depois do fim,
Pra provar que não teve esse "fim".
Lembranças e músicas, brincadeiras e poemas não se perdem.
Assim como, NUNCA deixamos de amar...




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